Ei! Marionetas - Encontro Internacional de Marionetas de Gondomar

Ei! MARIONETAS 2021

Florival, o pequeno pastor | ESPETÁCULO

Sinopse

Florival é um menino curioso, que vive em harmonia com a Natureza, acompanhado pelas ovelhas que apascenta por entre montanhas e vales. Ao longe, vê a cidade, que lhe provoca interrogações. Quem lhe traz respostas às perguntas espontâneas é uma personagem enigmática, o Cogumelo Sabichão.

Construído a partir de um texto inédito de A. M. Pires Cabral, em resposta ao desafio da Urze Teatro ao escritor, o espectáculo «Florival, o pequeno pastor» junta em cena actores, marionetas e música original interpretada ao vivo, num universo poético centrado no respeito pela Natureza.

Urze Teatro

Em Novembro de 2000, dava-se início ao projecto artístico Urze Teatro, designação comum da Cenários e Enredos Associação, com a estreia do espectáculo «O Rei Imaginário», de Raul Brandão. Fundada pela actriz Glória de Sousa e pelo encenador Fábio Timor, que desde aí partilham a direcção artística, a companhia mantém uma actividade ininterrupta assente numa estrutura profissional, que resumidamente se poderia também traduzir em alguns números: 48 criações (17 das quais dirigidas à infância) e 1292 representações realizadas para um total acumulado de mais de 147 mil espectadores, de Norte a Sul do País.

Actualmente a Urze é constituída por uma equipa de quatro profissionais: a actriz e instrumentista Glória de Sousa; o encenador, actor e cenógrafo Fábio Timor; a actriz e figurinista Isabel Feliciano; e o músico e técnico de som Ricardo Tojal. E sempre que necessário (pela vontade de troca de experiências e valorização artística, ou exigências técnicas) a companhia recorre ainda a outros criadores/artistas e profissionais, salvaguardando uma resposta de qualidade nas diferentes áreas da sua actividade.

Ainda que sem se deixar enclausurar esteticamente, a Urze foi sempre assumindo influências artísticas contemporâneas e explorando regularmente a aparente contradição entre minimalismo e expressionismo. Dir-se-ia que, no percurso artístico da companhia, o minimalismo está para o espaço cénico como o expressionismo está para a interpretação. Paralelamente, as propostas para a infância foram sempre dando corpo a outro pilar importante da estratégia identitária.

Nesse percurso artístico, destacam-se os espectáculos (direccionados ao que se pode chamar de um público adulto): “Alguém cá dentro”, de José Carretas; “À espera de Godot”, de Samuel Beckett; “A lição”, de Eugène Ionesco; “Gernika”, de Fernando Arrabal; “Rosas de Sangue”, de Fábio Timor; “No rasto de Miguel Torga”, adaptação e dramaturgia de Pompeu José.

Dos espectáculos direccionados à infância destacam-se: “A guerra do tabuleiro de xadrez”, de Manuel António Pina; “A moura encantada”, de António Cabral (obra escrita propositadamente para a Urze); “O mandarim Fi-xú”, de José Vaz; “A fada Oriana”, de Sophia de Mello Breyner Andresen; “Florival - o pequeno pastor” (a partir do texto “O pastor Florival e o cogumelo Sabichão”, de A. M. Pires Cabral).

Ao longo do seu trajecto a Urze tem investido muito na relação com diversas entidades, em particular equipamentos culturais e escolas da região, com base em propostas artísticas diferenciadoras, (com destaque para o Município de Vila Real). Trajecto esse, feito não só de bons e grandes momentos, mas também dos momentos mais difíceis a que a companhia conseguiu sobreviver e da capacidade de resistência que daí foi resultando, procurando uma relação com públicos específicos da cidade de Vila Real e da região de Trás-os-Montes e Alto Douro, a pensar não na maioria, mas em diversas minorias, se possível muitas minorias, e no caminho menos fácil de chegar até elas, que o mesmo é talvez dizer: fazendo serviço público.

Ficha Artística